Entrevista: Nash Grier fala sobre a internet para a L’uomo Vogue

Nash Grier está na edição de Abril da revista italiana L’uomo Vogue, falando sobre a ascensão na internet e como se sentia quanto ao hate no começo da carreira. Confira a tradução da entrevista e fotos abaixo:

Talvez um dia a mídia social vai se extinguir, mas, por enquanto, aqueles que reinam lá não estão se preocupando com isso. “Eu disse que a Internet é o lugar mais bonito e o mais feio do mundo, e eu ainda acredito nisso.” Para Nash Grier, é um lugar muito bonito. Fazendo dezenove anos de idade em dezembro deste ano, “nascido” no Vine, ele agora tem dez milhões de seguidores no Instagram, quase seis no Twitter e cinco ou mais no YouTube. “Se você crescer em uma idade como a nossa, é inevitável que você vai acabar na net. Eu comecei a fazer vídeos quando eu tinha dez anos. Eu abria a webcam no computador de casa, um dia fingia que estava em um montanha-russa, outro na lua… No ensino médio eu não queria saber de nada ligado à mídia social. Eu resisti por um ano, então, já que todos os estavam usando, eu tentei entender o porquê. O primeiro vídeo que eu publiquei no Vine me deu 50 mil seguidores em um dia. Desde então não parei, todas as escolhas de vida que fiz foram conseqüência disso”.No departamento de “histórias para contar aos seus netos”, Nash irá contar-lhe sobre a sua ascensão repentina à fama, sobre ser cercado pelos fãs, sobre o apartamento compartilhado anos atrás com Cameron Dallas, um outro ídolo da web. Não era apenas uma questão do acaso: “Eu queria improvisar mais, gravar sem um script. Mas atrás de cada vídeo há um processo criativo muito longo, em seguida, horas de edição e muita paciência. Eles podem fazer curtas engraçados, relatórios de viagens, fragmentos da vida real: às vezes tenho um roteiro muito claro na minha cabeça”.

A desvantagem são os haters. “A crítica encontra terra fértil na web e eu me sintia machucado, especialmente quando eu era mais jovem, tanto por ter recebido quanto por ter, ingenuamente, distribuído. No começo eu respondia à comentários desagradáveis com uns ainda mais desagradáveis, então eu percebi que não adiantava: toda vez que demolimos alguém, acabamos demolindo também. A energia negativa deve ser traduzida em energia positiva. Odiar produz o ódio, o amor produz amor. Parece básico, mas demorei a compreendê-lo”.

Sua popularidade na web o colocou em Hollywood: seu próximo filme é o suspense “You Get Me” ao lado de Bella Thorne. Mas um sujeito acostumado a ser sempre ele mesmo consegue se transformar em um personagem fictício? “Tudo o que faço me representa 100%. Eu quero sair da minha zona de conforto, atuar me ajuda: mesmo que a pessoa na tela não seja eu, esse papel é parte do meu caminho. E é bom colocar novos rostos depois de sempre ter mostrado apenas um”.

Entre os rostos de Nash está o ligado à moda, desde a coleção para Aéropostale desenhada com seu irmão Hayes às colaborações com Tommy Hilfiger. “Eu gravei dois vídeos para ele. Eu amo o seu estilo retro, na verdade eu compro a maioria das minhas roupas em lojas vintage. Eu gosto de cores fortes, o cheiro do passado. Um dos meus designers favoritos é Vivienne Westwood. Eu a conheci em Paris depois de um show, conversamos, sua preocupação com o meio ambiente me inspirou muito”. Como alguém que agora é um modelo geracional, quem é seu? “Eu poderia listar muitos artistas e ativistas que eu sigo. Mas ultimamente eu admiro as pessoas que acreditam em seus sonhos. Todo mundo tem seu próprio destino. E dado os tempos difíceis que estamos passando, é uma lufada de ar fresco ver que há aqueles que ainda conseguem ganhar a vida fazendo o que eles amam”. Eu tenho outra pergunta: e se a Internet desaparecesse um dia?“É difícil de imaginar. Ninguém mais descobre música ouvindo o rádio, o papel impresso é apenas uma memória para alguns, as pessoas recebem suas notícias através de tópicos de tendências. Há definitivamente alguém criando uma nova platforma enquanto falamos, e essa plataforma se tornará um gigante na comunicação do amanhã. O território ainda a ser explorado é vasto. O atual presidente dos Estados Unidos vai para Twitter se vangloriar de seus sucessos ou comentar seus fracassos. E até mesmo o governo está criando memes. Como eu disse, é tanto um lugar bonito quanto feio, mas é maravilhoso fazer parte dele”.

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